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After show

Yo La Tengo

Casa da Musica - Porto


Psicadelismo tímido.

Foi este o quadro sonoro que se apresentou na sala Suggia da Casa da Musica, numa noite agradável de Segunda-feira. O frieza que a sala prometia pela audiência estar toda sentada, foi desde logo dissipada pela emoção dos que encheram a sala principal da sala portuense.
Aos primeiros sons dos norte-americanos de Hoboken, sentiu-se um conforto agradável. Bastou um encostar suave nas cadeiras e a viagem seguiu o seu rumo pelo universo Yo La Tengo.

Um regresso que se aguardava há imenso tempo, depois de já terem apresentado excelentes exibições em Portugal ao longo dos anos onde nasceram dez álbuns. O último rebento foi “Popular Songs” editado em Setembro ultimo e que foi alvo das melhores criticas em 2009.
Depois de o terem feito na noite anterior na Aula Magna em Lisboa, os Yo La Tengo apresentaram o seu novo disco fazendo vibrar a Casa da Musica com longos feedbacksque culminavam sempre com deliciosas melodias, tal como sempre nos habituaram. Por entre as novidades, não faltaram pequenos apontamentos em jeito de recordação. Georgia Hubley continua firme e elegante no ritmo que se solta da bateria, na voz que ainda embala corações e nas brincadeiras com o Casio (teclado) divertindo a banda e satisfazendo de alegria a imensa sala Suggia. James McNew continua na segunda linha empenhado com o seu baixo que por vezes soava bem alto em distorções que funcionavam como acompanhamento e digestivo das verdadeiras doses elariantes das desconstruções sonoras vindas das mãos e das guitarras de Ira Kaplan, que se soltavam constantemente e que nos faziam flutuar nesta viagem cósmica e psicadélica.

Continuam como o vinho do Porto (e não Oporto). Continuam a fazer belos temas sejam eles 'noisy', sejam eles quase que cristalinos onde só o silencio se consegue esconder por de trás do som perfeito, e continuam a fazer grandes concertos, como foi este caso no Porto, onde após o segundo encore, ninguém ficou sentado na despedida já com saudades deste trio energético e tão simpático.

Nota positiva para a qualidade sonora apesar de todas as distorções e feedbacks e a grande adesão por parte do publico. Nota menos boa para a impossibilidade de se permanecer em pé durante o concerto, não permitindo os mais emotivos soltarem-se e dançarem de livre vontade.

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