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The Great Lesbian Show em exibição!

Fenther – Quem são e como surgem os The Great Lesbian Show?
The Great Lesbian Show – O grupo é constituído por Ondina, Sérgio Lemos, António Manzarra, Nuno Emídio e César Zembla e surgiu porque pretendíamos / pretendemos criar música que sirva como diversão e como escape - para nós e para quem a ouvir.

Fenther – Como surgiu este nome tão bem conseguido?
The Great Lesbian Show – O nome foi inspirado no título de um artigo de uma revista erótica americana dos anos 70. O referido artigo, que se chamava “A Great Lesbian Show!”, era sobre umas senhoras que faziam um espectáculo em Las Vegas e pareceu-nos um bom nome para o grupo. A escolha até foi bem inocente: foi pela sonoridade e porque era divertido.

Fenther – Quem vos influencia?
The Great Lesbian Show – Somos influenciados por imensas coisas – cinema, literatura, música, pessoas, etc. - e somos influenciados por coisas de que gostamos e por coisas que detestamos; neste caso, a estratégia passa um bocado pelo “e se fizéssemos exactamente ao contrário?” … é uma óptima técnica, que aconselhamos vivamente.

Fenther – Definam o vosso som para quem ainda não conhece?
The Great Lesbian Show – Um carrossel que não funciona em círculo, mas em espiral.

Fenther – Sempre tiveram esta atitude punk glamouroso?
The Great Lesbian Show – Sempre fomos punks gamourosos!

Fenther – Na vossa opinião, sentem algum glamour na música actualmente?
The Great Lesbian Show – Há mais glamour num consultório de dentista…

Fenther – Qual é o vosso percurso discográfico?
The Great Lesbian Show – Dois álbuns e duas participações em colectâneas.

Fenther – Novo álbum este ano. Como esta a correr a apresentação?
The Great Lesbian Show – Muito bem, com concertos e inúmeras entrevistas (obrigado por esta!).

Fenther – Foi complicado pô-lo cá fora?
The Great Lesbian Show – Foi mais difícil com o primeiro; neste tivemos o grande apoio da Zounds, que o editou, e do Jorge Ferraz, que o produziu. Acreditaram em nós e isso foi óptimo.

Fenther – Contentes com o resultado final de “You’re Not Human Tonight”?
The Great Lesbian Show – Sim! E quem ouve parece concordar, mesmo quando é necessário insistir numa segunda ou numa terceira audição…

Fenther – Continuam a manter o lema de liberdade absoluta? É regra da casa?
The Great Lesbian Show – É a única regra que vale a pena seguir.

Fenther – Tem sido bem aceites por onde passam? E pelos Media?
The Great Lesbian Show – Regra geral, os concertos correm sempre bem… já é raro aparecerem pessoas que não sabem ao que vão, embora, no recente concerto no Cabaret Maxime, tenham surgido uns turistas à espera de ver outra coisa… em termos de Media as coisas estão a funcionar bem, temos tido apoio das rádios locais, saíram várias críticas positivas ao disco na imprensa e também na net…

Fenther – Tem tocado por onde? Tem havido espaços para vocês tocarem?
The Great Lesbian Show – Tem havido alguns, sim, embora nem todos com as mesmas condições. Os últimos concertos foram em Lisboa e em Leiria.

Fenther – Qual o vosso ambiente preferido? Onde vocês se sentem bem?
The Great Lesbian Show – Nos consultórios de dentistas, onde há imenso glamour…

Fenther – Pelas diferentes salas por onde passam, há mudanças? Preparam concertos específicos?
The Great Lesbian Show – Preparamos concertos específicos pontualmente, quando isso se justifica. Por exemplo, ao tocarmos integrados no Motel X – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, decidimos fazer um concerto que representasse mais o nosso lado cinematográfico…

Fenther – Onde podemos encontrar os The Great Lesbian Show ao vivo proximamente?
The Great Lesbian Show – Estamos a preparar alguns concertos para o Norte do país, onde tocámos ainda pouco…

Fenther – E projectos futuros? Vamos ter novidades em breve?
The Great Lesbian Show – Isso é surpresa…

Fenther – A musica portuguesa? Como a vêem actualmente?
The Great Lesbian Show – Há tanta coisa que se torna impossível seguir tudo, mas, como sucede noutros países, há coisas boas, há coisas interessantes e há coisas más…

Vitor Pinto




Encontro escaldante entre os Dapunksportif e o Fenther!

Fenther – Foi complicado superar as “malhas” do vosso primeiro disco e aparecer agora com outros tantos grandes momentos?
Dapunksportif – Nós temos um “baú” cheio de malhas e ritmos que vamos gravando ao longo do tempo. É uma questão de escolher quais os riffs e trabalhá-los de forma a chegar ao formato canção.

Fenther – Este é um disco mais forte, concordam?
Dapunksportif – Sim, de certa forma pode dizer-se que é mais maturo, a estrada deu-nos inspiração e motivou-nos a escrever canções Rock que reflectissem o nosso espírito sincero e honesto sem recorrer a grandes maquilhagens.

Fenther – Como foi trabalhar com tantos bateristas?
Dapunksportif – Já não é a primeira vez e não será a última. Sempre achámos que seria muito bom poder incluir outras pessoas no seio das nossas músicas. É enriquecedor tanto em termos musicais como pessoais.

Fenther – Foi tudo experiências ou passou por alguma necessidade?
Dapunksportif – Como já dissemos anteriormente não foi a primeira vez que tal aconteceu. Já estamos “batidos” em trabalhar em estúdio com vários músicos e de futuro pensamos em convidar outros instrumentistas.

Fenther – E ao vivo como funcionam? Qual é o baterista de serviço?
Dapunksportif – Somos um banda totalmente Rock: bateria, baixo e duas guitarras. De momento, é o Zé Carlos que está nas baquetas, é o nosso Dave Grohl!!!

Fenther – Como tem corrido as críticas e as reacções a este trabalho?
Dapunksportif – Tem sido boas. A crítica especializada tem dado boas notas e o feedback do público tem sido crescente. Estamos no bom caminho.

Fenther – As críticas menos boas dá-vos mais força?
Dapunksportif – Tens de estar preparado e consciente que a diversidade de opiniões é um valor a respeitar. As críticas de um modo geral têm sido boas. Não vamos “abaixo” com críticas menos boas.

Fenther – A vossa sonoridade tem sido bem aceite? Um rock poderoso…
Dapunksportif – Sim, a aceitação tem sido muito boa. Apesar de não termos um “hype mediático” o público tem-nos vindo a descobrir aos poucos. “Depressa e bem não há quem”.

Fenther – Peniche não é um grande centro… é dificel expor a vossa musica ai?
Dapunksportif – Sim não é um grande centro mas fica geograficamente no Centro de Portugal o que nos permite aceder tanto ao Norte como ao Sul e Interior, as distâncias são praticamente as mesmas. Por aqui não existem muitos locais virados para a música original. É uma pena, porque pensamos existir um “público adormecido” que precisa de ser acordado e educado a procurar aquilo que por cá se vai fazendo em termos musicais.

Fenther – A edição ficou por vossa conta? Porquê?
Dapunksportif – Sim em parceria com a nossa agência de espectáculos, Lisboagência. Foi um passo natural tendo em conta o mercado.

Fenther – Por onde passa o futuro dos Dapunksportif?
Dapunksportif – De momento, vamos continuar a tocar por Portugal mas queremos alargar fronteiras. Tem de se ir com calma ao encontro das pessoas certas. O custo de vida aumentou e não podemos ir “à maluca”. É um caminho longo…

Fenther – Tem tocado por onde? Algum momento para mais tarde recordar?
Dapunksportif – Um pouco por todo o Portugal Continental incluindo os Açores. Fomos por seis vezes a Espanha. No total já demos cerca de 110 concertos em três anos. Sabe sempre a pouco. Queremos mais!
Já tivemos situações para todos os gostos. Quando tocámos na primeira parte dos Xutos no Coliseu dos Recreios em Novembro 2005, foi um momento de grande responsabilidade e adrenalina. Era o nosso sexto concerto!

Fenther – Vão tocar por onde em breve?
Dapunksportif – Na segunda quinzena de Julho vamos ao Festival na Serra da Estrela dia 18, dia 25 no Cais de Vila Nova de Gaia e no dia a seguir estamos em S.Martinho do Porto no Festival Rock no Atlântico II. Em Agosto vamos estar dia 16 em Peniche e dia 22 em Guimarães, no Festival Barco Fest.

Fenther – Os vossos concertos são deliciosamente intensos e envolventes! Sentem-se a Vanessa Fernandes do Rock?
Dapunksportif – De certo modo temos de ter muita resistência psíquica e pulmão, para levar avante esta “embarcação”.

Vitor Pinto




Projecto Fuga em conversas com o Fenther!

Fenther – Como nasceu este projecto?
Projecto Fuga – Foi através de composições soltas que tinha composto ao piano. Depois foram surgindo convites a músicos de várias vertentes sonoras e mais tarde convites a cantores / cantautores para dar voz aos temas que na génese do projecto eram instrumentais. Pelo meio surgiram as palavras da Maria Pedro, a nossa letrista que muito engrandeceu os temas do Projecto. Todas as pessoas que passaram pelo colectivo foram altamente importantes para despoletar, aos poucos, a identidade sonora desta viagem a que chamei Fuga. Uma das entradas principais para o Projecto foi o Milton Batera, apresentado pela Maria Pedro. Através deste elemento foi surgindo convites a outros músicos que agora integram o núcleo base. Também compôs o tema Sem Pressas e é co-autor noutros temas do disco.

Fenther – A ideia inicial, sempre foi ter convidados em todos os temas?
Projecto Fuga – O resultado final não foi esse, visto que a Ana Deus está em 3 temas, mas os temas foram sugerindo vozes para protagonizá-los e os convites foram sendo aceites o que ajudou na multiplicidade de estéticas e de interacção entre músicos. De início a ideia inicial não foi esta, mas naturalmente, o leque de convidados ia sendo maior o que motivou também escolha de mais vozes para estarem presentes neste trabalho.

Fenther – Foi complicado editar este disco, pelas vossas próprias mãos?
Projecto Fuga – Teria sido mais complicado se não tivéssemos ganho o Prémio para a edição de disco SPA / ANTENA3. Esse prémio permitiu-nos editar, o que teria levado muito mais tempo se tivesse sido processado nos trâmites habituais.

Fenther – Falta de interesse por parte das editoras ou opção livre?
Projecto Fuga – Tivemos reunidos mais que uma vez com editoras, mas achámos que numa primeira fase, seria melhor termos rédea sobre todo o nosso trabalho. Não foi uma questão de liberdade mas sim de continuarmos a filosofia de trabalho que foi sendo feito ao longo dos anos.

Fenther – Tens já conhecimento das criticas feitas a este disco? E estás de acordo?
Projecto Fuga – Sim, temos tido conhecimento de algumas críticas que têm saido nos orgãos de comunicação social e penso que uma crítica é algo muito pessoal, mas em 95% das críticas tenho concordado e tem sido muito abonatório para o trabalho que agora estamos a promover. Houve muita compreensão na linha e no objectivo que tentámos transmitir a quem ouve o nosso disco.

Fenther – A pré edição foi feita on line no vosso site www.fuga.pt . Foi bem aceite? Resultou? Tiveram muitas visitas?
Projecto Fuga – Achamos que foi positivo. Não temos ideia de quantas visitas mas a internet foi e sempre será para nós uma das ferramentas mais utilizadas, já que nos próprios convites aos colaboradores do colectivo foi, em alguns casos, através do perfil pessoal de MYSPACE ou por email e por isso achamos que a internet foi fulcral para mostrar a nossa música e receber um feedback pessoal de vários pontos do mundo, inclusivé o Brasil que é um território em que temos muita curiosidade em sentir a reacção à nossa música.

Fenther – Como surgiu esta ideia? Será para repetir?
Projecto Fuga – Não é uma ideia nova, nem revolucionária. Foi uma consequência natural da forma como temos trabalhado até aqui. Iremos repetir com certeza.

Fenther – Como funcionam vocês ao vivo? Tem alguns dos convidados?
Projecto Fuga – Ao vivo temos uma banda base. Um núcleo duro constituído pelo MILTON BATERA na bateria, o RICARDO MOURA no baixo, o VASCO TEODORO na guitarra, a ROZETT na voz e eu nos teclados. Achamos que ao vivo é o melhor habitat para estes temas que compõe “01” ganharem uma vida mais significativa. Em alguns concertos iremos ter convidados.

Fenther – Vão tocar por onde futuramente?
Projecto Fuga – Temos agora agendadas 10 datas depois da festa de lançamento que aconteceu no passado dia 7 deste mês no Auditório da Sociedade Portuguesa de Autores. Estas são datas são showcases nas FNAC’S. Começamos no dia 18 de Julho em Coimbra e terminamos a 10 de Agosto na FNAC do Algarve Shopping. No dia 24 de Julho temos um concerto completo na sala ONDA JAZZ em Lisboa.

Fenther – Depois de tudo isto, vamos ter a aventura 02?
Projecto Fuga – Com certeza! Caso contrário o 0 não faria sentido…

Fenther – Tens mais convidados em carteira?
Projecto Fuga – “O segredo é a alma do negócio”… É esperar para ver/ouvir…

Fenther – Como vês a musica nacional actualmente?
Projecto Fuga – Está com muita qualidade, de boa saúde e começa a haver mais espaço e alternativas para mostrar os sons que vão sendo criados no nosso país. A rede de teatros está cada vez com mais qualidade e nota-se uma maior assertividade a nível da gestão cultural dos Auditórios/Centros de Artes. O terreno está fértil, há que regá-lo para brotar algo forte.

Fenther – Escolhe um tema deste 01…
Projecto Fuga – MARACATURAMA.

Vitor Pinto




You Should Go Ahead em discurso directo. Novo álbum na rua!

Fenther – Um regresso algo demorado... Voltaram só quando perceberam que tudo estava perfeito?
YSGA – Passaram apenas dois anos do lançamento do 1º álbum… apesar de nos parecer uma eternidade. Inicialmente pensámos em editar no final de 2007, mas era humanamente impossível! Produzimos o disco com alguma calma, tentámos ser perfeccionistas! Não se trata de procurar o cenário perfeito mas de conjugar todo o trabalho que envolve um novo disco.

Fenther – Uma das vantagem de se fazerem as coisas pelas próprias mãos, é precisamente não haver pressões nem datas. Foi por isso que partiram para uma producão caseira?
YSGA – Apesar de termos sido os produtores, a produção não foi caseira. Investimos bastante e pela 1ª vez sentimos que estávamos a fazer um trabalho “profissional”. Sentimos que melhor do que ninguém sabíamos o que queríamos. Essa vantagem rapidamente se transforma numa grande desvantagem porque não temos ninguém a impor-nos nada a não ser nós próprios. Isso implica uma disciplina que por vezes é difícil de encontrar...
Foi só aplicar a experiência passada e tudo correu na perfeição.

Fenther – Contentes com o resultado?
YSGA – Muito! Mas somos auto-críticos o suficiente para apontar o dedo a alguns detalhes que poderiam melhorar.

Fenther – Apostaram muito na imagem? O digipack e a originalidade do disco, tem como objectivo marcar a diferença?
YSGA – Apostámos em ter uma imagem coerente com a música. Foi um processo mais abrangente que envolveu som, imagem, comunicação e tudo o que envolve o lançamento de um disco para o mercado. Um disco vale pela música que contém mas também pelo objecto em si, e pensamos que isso foi conseguido, tentámos criar um objecto de colecção! Algo de único, pelo menos para os próximos tempos!

Fenther – Este vosso segundo disco traz um tema bónus, que só pode ser escutado num leitor de vinil. Como surgiu a ideia?
YSGA – A ideia surgiu em conversa com a editora (EDEL). O mercado está em revolução e é preciso valorizar a parte física do disco de modo a despertar o interesse das pessoas. Uma faixa em vinil no CD pareceu-nos uma ideia original e adequada. Adorámos! É um híbrido...

Fenther – Como tem sido as reacções?
YSGA – Tal como esperávamos, toda a gente ficou entusiasmadíssima!

Fenther – Qual é o tema?
YSGA – Vicious Wife

Fenther – Alguma brincadeira aos Vicious Five e X-Wife ou trata-se de um tributo?
YSGA – Começou tudo com uma ideia para a criação de uma t-shirt… um misto de brincadeira com tributo! Mais tarde, precisava de um nome para um tema que falava de uma mulher “com vícios” que “explorava “ o marido! Pareceu-nos indicado o nome, deixou de ter ligação mas ficou com o nome.

Fenther – Vocês ainda gostam de vinil?
YSGA – Gostamos claro! É um objecto que nos marcou a infância! Ouvir um vinil é um ritual, não é como ouvir um CD.

Fenther – Porque não editar os vossos dois discos em vinil?
YSGA – Porque não há... disponibilidade (se é que nos entendem)! Mas está aí uma boa ideia para o pack de Natal 2008 dos You Should Go Ahead! Uma forte possibilidade…

Fenther – "Emotional Cocktail” porquê?
YSGA – Porque este disco é composto por temas bastante diferentes entre si mas que fazem sentido juntos. São “ingredientes” com conta peso e medida, tal como num cocktail. Não se trata de uma mistura aleatória mas de uma conjugação harmoniosa.

Fenther – Este é um disco diferente do primeiro?
YSGA – Em determinados momento sim, noutros é apenas um desenvolvimento do 1º. É um disco variado, com linguagem variada mas dentro de um contexto! O primeiro tinha alguns momentos, que apesar de interessantes, não faziam parte do contexto… A composição, apesar de não termos alterado a metodologia, é fruto de um maior conhecimento entre nós, de maior diálogo entre instrumentos. Tentámos dar um passo em frente, experimentar coisas diferentes, ser mais arrojados.

Fenther – Consideram-no mais dançavel ou assumidamente mais 'emo'?
YSGA – Respondendo em inglês: both! Achamos que esse é um dos pontos forte do disco! Tal como a nossa vida é cíclica, o disco também o é.

Fenther – Tem concertos de apresentação deste álbum marcados para breve?
YSGA – Temos, o ideal é estarem constantemente atentos à nossa página do MySpace http://www.myspace.com/ysga Estão sempre a aparecer novas datas… Destacamos o dia 21 de Junho no Santiago Alquimista, onde vamos fazer o concerto oficial de lançamento do disco.

Fenther – Houve uma experiência por vossa parte no Texas no festival SXSW (south by south west)... Quando foi?
YSGA – Em Março de 2007

Fenther – E valeu a pena?
YSGA – Claro que sim! Aprendemos muitas coisas novas. Serviu para perceber que há uma longa estrada a percorrer, mas também serviu para nos valorizarmos… Muitas pessoas nos questionam acerca de resultados directos da nossa ida ao SXSW. Não há! Mas aprendemos muita coisa e conhecemos pessoas interessantes, lógicas diferentes... é uma perspectiva diferente.

Fenther – Esperam lá regressar novamente?
YSGA – Claro que sim! Já em 2009.

Fenther – E em que outros locais gostariam de tocar?
YSGA – Em alguns Festivais de Verão Europeus e talvez voltar a NYC! Mas...em todo o lado em que nos queiram ouvir!

Fenther – Mensagem final….
YSGA – Oiçam o disco, vale muito a pena! Depois sigam em frente… pelo menos deviam!

Vitor Pinto




Conversa com os Linda Martini a proposito do seu novo registo!

Fenther – Os Linda Martini tentam marcar a diferença? É um ideal primário da banda?
Linda Martini – Só no sentido em que a banda foi feita para experimentarmos coisas diferentes das que fazíamos nos projectos anteriores. Claro que tentamos também não repetir o disco anterior a cada edição. Estagnar é morrer e esse não é de todo o nosso plano.

Fenther – Como nasceu esta ideia excelente de editar um vinil e embrulha-lo num saco?
Linda Martini – Estávamos quase a entrar em estúdio e decidir pormenores no que ao artwork dizia respeito quando o Pedro entra numa dessas tertúlias com um saco na mão e fez-se luz. Decidimos meter o disco num saco e fazer deste a sua capa. Depois a rastilho sugeriu incluir-se um cd-r com os mp3 do ep e o objecto final foi tomando forma.

Fenther – Sentem que estão cada vez mais no topo da música nacional? Sentem alguma pressão ou desafio?
Linda Martini – Sentimos que estamos um pouco mais longe do fundo. O caminho para o topo ainda é longo. Temos a noção de onde estamos e vamos deixando as coisas acontecerem a seu tempo. Quanto a pressão, só aquela que impomos a nós próprios. Encaramos cada disco como um novo desafio e como já referimos acima, queremos sempre fazer algo diferente de edição para edição.

Fenther – Este EP poderia ser um álbum. Porque não o assumiram como tal?
Linda Martini – Não tem tempo suficiente para ser chamado de álbum. Para isso teria que ter 30 minutos. Mas ainda que tivesse, não o faríamos.

Fenther – Seis excelentes temas... Qual o vosso tema eleito?
Linda Martini – Dentro da banda há 5 pessoas, pelo que é difícil chegar a um consenso. Gostamos de todos ou não estariam no disco.

Fenther – Porque Marsupial?
Linda Martini – Marsupial, pela analogia com o saco. Como a edição vem dentro de um saco, achámos que o nome era apropriado.

Fenther – Vão apresentar este trabalho ao vivo por onde?
Linda Martini – Já fizemos algumas datas e neste momento, confirmadas estão:
3 Maio - galeria do desassossego em Beja
11 Maio - enterro da gata em Braga
24 Maio - soundtrack na fábrica de Braço de Prata em Lisboa
28 Junho - rockspot na Bajouca, em Leiria

Fenther – Mais novidades vão acontecer em breve?
Linda Martini – Sim, vão estando atentos ao nosso myspace. Há mais concertos a serem confirmados, bem como a gravação do video de "a corda do elefante sem corda".

Fenther – Sempre com o espírito inovador e com temas perfeitos?
Linda Martini – Essa pergunta foi feita com o intuito de nos deixar corados e como tal não respondemos.

Fenther – Mensagem final...
Linda Martini – Obrigado pela oportunidade e apareçam num dos próximos concertos.
Abraços a todos!

Vitor Pinto




Uma curta conversa com Alex Hacke dos Einstürzende Neubauten...

Fenther – After all this years, what’s the feeling of you guys? How are you now?
Alex Hacke – Very good, thank you.

Fenther – «Alles Wieder Offen» is another adventure of E.N. alone, right? Why do you walk with your own foots and not with a major?
Alex Hacke – We wont be able to find a company that can give to us:
The advance we need
The tour-support we require
The promotional effort necessary

Fenther – Was it your choice or solution?
Alex Hacke – We set up a website, where we ask the fans to directly support the production of a new record.

Fenther – It’s hard to do records without any supports? Does this record gets paid right before the edition, how does this work?
Alex Hacke – It is hard but worth it. About 2000 people paid for the CD or a CD/DVD-combination in advance and we used these funds to produce the new album.

Fenther – Tell us 3 words, how describe this record?
Alex Hacke – Intimate, honest, dynamic.

Fenther – Do you feel this record is your best album ever? Why?
Alex Hacke – Yes, because it represents the current state of the band.

Fenther – Have you planed a tour to show this work all over the World?
Alex Hacke – Yes, we will tour extensively in spring 08.

Fenther – And Portugal? It’s in the plans of E.N future tour.?
Alex Hacke – Yes, I’m sure we will manage to play at least in Lisbon.

Fenther – E.N already played in Portugal. Do you like and know Portugal?
Alex Hacke – Yes, I like Portugal but I don’t speak portuguese.

Fenther – After this new record, will we have more news about the band? Do you have any plans to the future of the greatest German band?
Alex Hacke – After the tour, EN will rest for a while.

Danke!
Vitor Pinto

Porto - Casa da Musica dia 3 de Maio
Lisboa - Aula Magna dia 4 de Maio