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Edições ao telescópio... Uma cidade, três projectos!
O registo homónimo amarelo dos Rendimento Mínimo, demonstra uma energia revoltante. Sente-se as palavras de ordem e as “Mãos Sujas” e a “Desconfiança Cega”, levam-nos logo de imediato ao cérebro da questão. “O que é que se passa? Anda tudo armado… em parvo!”. A força das guitarras sentem-se nas veias, e a vontade continua a fazer estragos…
O melhor tema encontra-se a meio do disco. “Homem Acorrentado” navega pela perfeição. Muito bem conseguido este momento, que junta vário estilos, aqui em perfeita harmonia nos sentidos!
Os Classified dentro da mesma ordem de ideias, fogem já um pouco para o campo Grunge. “Taunt” carece de uma audição atenta nesse sentido. Muito bom o inicio deste «Loud n Angry», um EP que demonstra bem as vontades destes quatro rapazes, o Rui Rodrigues, Marco Vale, Rui Lima e Miguel Martins. Os próprios dizem ser uma alternativa à alternativa, rotulando de imediato, toda a sua criação para a “Musica Zangada”… Uma atitude que merece respeito.
O terceiro destaque vai para os Black Bombaim. Chegado até nós ainda em formato maquete, espera-se desta banda barcelense, muito mais. Para além do disco de estreia, aguardam-se concertos ao vivo, para debitarem toda uma energia que não pode ficar simplesmente compactada dentro de uma rodela.
“Seven” Segue o encanto de primeiro tema, na aventura instrumental, no longo percurso caminhado por palavras sonoras imaginárias. De novo as notas melódicas que se soltam das cordas em “Peyote” e a raiva em “12 A.M.”, que se divide em dois momentos distintos, tendo o primeiro acto a vocalização já merecida por entre encantos sonoros. Solta-se o grito e o sentimento.
Bem Vindos ao universo destas três bandas, que partilham a mesma vontade, as mesmas ideologias, a mesma cidade…
Vítor Pinto
Há um movimento de revolta pela zona de Barcelos…
Há uma emergente onda punk a surgir dos subúrbios incandescentes das ruas e vielas da cidade do galo.
Desde há muito que Barcelos tem afirmado o seu produto musical. Mas o Fenther, apresenta agora, 3 novos projectos de produção barcelense e que ilustram perfeitamente a vontade da expressão por parte dos Rendimento Mínimo, Classified e Black Bombaim.
“Rock Rola”, uma abordagem artística para o blog de apoio a bandas de Barcelos, o rock-rolaembarcelos.blogspot.com do amigo da Fenther, Ilídio Marques.
Sem querer desfigurar a obra dos R.M., há aqui bastantes aromas a Mão Morta. E isso é sem duvida notório em “Contar os Segundos”, o que não deixa de ser saudável. Experimentem.
Tendo como parceiros de edição a Honeysound e Oops!, não restam duvidas que Barcelos consegue conceber, criar e expor todo o trabalho conseguido em “casa”. Notável este momento que se vive por estes lados.
A fechar “Num Instante o Distante” sobre gritos de desespero e ainda “O Diabo Dança” cantado bilingue. Português e Francês. Um single perfeito!
Solta-se a guitarra em “Binary” na vontade de ser um tema forte e viciante. Conseguida a proeza. “Monster” e “Ace of Blades” funcionam como comprovativo de um bom caminho a ser percorrido pelas entranhas de Barcelos. O primeiro a passear por entre um blues marginal e o segundo na revolta do rock rastejante.
No final, o longo tema de 7 minutos e meio. “Smoke”, um refrescante tema, calmo e envolvente. Saber saborear este tema, é saber viver! 
O som dos B.B. é para se extrair e para ser captado por entre o suor dos rostos de quem a produz. É preciso sentir fisicamente, o que de espiritual é por demais sentido.
As palavras instrumentais são simplificadas nos instrumentos que são tratados com a devida beleza. O resultado? “III” logo na abertura deste registo. Sente-se uma corrente que nos obriga a dançar. Impossível ficar indiferente. Perfeito!
No segundo acto, a calma aparentemente camuflada pela força dos Black Bombaim. “Your Sister Morphine Won´t Get You Home” desliza até ao final, com a calma merecida, para repor energias para uma próxima movimentação.
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