
Bandas/Discos |
Crónicas |
Livros |
Eventos |
DJ7 |
Links |
Apoios |
Home
| Mais Discos Fenther |
Edições ao telescópio... Coldfinger – «Supafacial»
As palavras de Miguel Cardona sobre o grande regresso dos Coldfinger...
Fenther - Um regresso já há muito desejado, ou chegou na altura certa?
Fenther – Como classificam “Supafacial” em relação aos vossos álbuns anteriores?
Fenther – A sonoridade mantém-se fiel?
Fenther – Quem são os Coldfinger actualmente? Há convidados neste trabalho?
Fenther - Sentem-se já maduros? Uma banda que sabe bem o que quer?
Fenther – O que ouvem os Coldfinger?
Fenther – Como vai funcionar a banda ao vivo?
Fenther – Já tem concertos agendados?
Fenther – Também andam pelas Fnacs. Gostam destes “show cases” intimistas?
Fenther – Um apelo para a musica actual portuguesa…
A agulha é colocada no vinil que gira em rotação suave durante 42 minutos e 26 segundos.
Já tínhamos saudades de sentir as movimentações deste colectivo formado por Cardona e Margarida Pinto à cabeça, contando ainda com Nuno e Ruca.
O som deste novo registo, atreve-se a fugir as manobras já feitas pelos Coldfinger. Um som que ultrapassa fronteiras e nos deixa na duvida… Isto é português? É sim, e ainda bem que é. São elogios que se criam à volta desta nova etapa.
Uma vez mais, a musica portuguesa está de parabéns registando-se num perfeito estado de saúde. A Zona Musica, tem estado atenta ao que se vai produzindo por ai, não deixando cair por terra momentos tão deliciosos como estes.
Queremos ver bastantes vezes este cabaret ao vivo, provocado pela força dos Coldfinger, que se encontram perfeitamente no seu estado maduro, simpático e saudável. Venham muitos concertos para dar asas e luz, a este «Supafacial» que se quer citadino.
Vítor Pinto

Coldfinger - Chegou a altura certa.
Coldfinger - Para nós representa uma continuação natural do nosso trabalho.
Coldfinger - Sim a nossa sonoridade mantém-se mas também evoluiu. Foi essa evolução que nós quisemos registar neste disco e agora ao vivo.
Coldfinger - Os coldfinger são a Margarida, Miguel, Nuno e Ruca, nas gravações do disco participaram como músicos convidados o João Pedro Coimbra, Guilherme Nascimento e André Gonçalves.
Coldfinger - Não. Queremos tocar,só isso.
Coldfinger - Tudo o que vai surgindo tanto no panorama nacional como também algumas coisas que chegam lá de fora. Por cá ouvimos os novos de Poppers, D.j. Ride.
Coldfinger - Margarida –Voz e teclados, Miguel-Guitarra e Baixo, Nuno-bateria, Ruca-Synths e programações
Coldfinger - Temos tocado por ai, Lisboa Guimarães ,Coimbra como vez ainda temos muito para tocar .
Coldfinger - Gostamos sempre de apresentar a nossa música.
Coldfinger - Não stresses.

Coldfinger «Supafacial»
É este o som refrescante que os Coldfinger nos oferecem no início deste verão 2007.
O motivo deste regresso deve-se ao excelente «Supafacial» editado numa altura aceitável, mesmo encostada ao verão. Um perigo sujeito, mas a banda lisboeta pensou no acontecimento e refrescam-nos com 14 temas perfeitos.
Prova disso mesmo, o viciante single, logo na abertura do disco. “Supafacial” o tema titulo, muito bem conseguido, suavizando e alegrando a prateleira dos novos sons perfeitos made in Portugal. Descola-se uma guitarra e “Dragonfly” arrisca-se a ficar com o estatuto de segundo single deste registo, o quarto da banda, depois do magnífico EP de estreia «EP01», dos álbuns «Lefthand» e «Sweet Moods & Interludes» e do registo ao vivo, «Live Coda». Tudo isto num pequeno espaço de 5 anos!
O som electrónico aliado ás reflexões de caris punk, num já chamado “electro-punk”, é registado em “Beat Kick”. A dança solta, mas sempre refrescante, solta-se em pleno.
“Perception or Nothing” e “Song Six” vagueiam na suavidade do encanto da voz de Margarida. A magia voa em torno da emoção. Perfeito.
Continuando a colagem de papéis pelas paredes que se espalham pela cidade, há um tema que nos dá força e provoca ritmo. Ritmo viciante. “Feeling Resides”. A maravilha do som presente.
“Hard 2B the Bastard” numa suavidade quase que acústica muito bem encaminhada até respirarmos um novo ar… “I Breathe”, sentimentalista, provocante, viciantemente perfeito.
Caminha-mos por entre as pistas carregadas de suspence e “Bitch Pitcher” por entre os subúrbios do ritmo. A força da palavra em formato “spoken word”. Queremos mais.
Enquanto o vinil se aproxima perigosamente do final, a agulha vai descodificando e ampliando “Swingcat”. Um verdadeiro “swing” felino este tema.
“Missunderstone” marca o intervalo, entre esta e a próxima audição que se prevê imediata. Um excelente registo, como há muito não se ouvia por estes lados.
| Mais Discos Fenther |