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Edições ao telescópio... Nuno Prata

Nuno, Nico, foi um nome que nos chegou ás mãos e aos ouvidos há algum tempo atrás. Uma embalagem comprida em
cartão e com os nomes dos temas escritos á mão a marcador grosso. Havia questões sobre o assunto, mas: “O melhor
é ouvir!”.
Ano de 2006 e a promotora portuense Xinfrim, anuncia o álbum de estreia de Nuno Prata. Ânimo e fome de mais.
Agora Nuno vem sozinho. Traz consigo Nicolas, traz os amigos, mas a aventura é solitária. Com o selo da nova
editora “Turbina”, chega o registo «Todos os Dias Fossem Estes/Outros». A embalagem continua com o mesmo
formato, agora um pouco mais trabalhada, o que permite a alteração/opção do nome do registo. Dependendo
do nosso espírito do dia, “…Fossem Estes” se estamos bem, “…Fossem Outros” se o dia correu mal. Sem dúvida
original.
Temas deliciosos ao ouvido: “Não, Eu Não Sou Um Fantasma” logo no inicio do disco, colando de imediato ao
viciante “Figuras Tristes”, o “bossa nova” de “Volto Para Casa a Pensar na Mesma Coisa”, outro tema muito
bem conseguido “Esse Não, com batidas deslumbrantes em formato… “Drum & Bass”! Pasmem-se! É verdade! “Vamos
Andando (Só Temo Pelos Outros)” bem recheado de som energ ético, guitarra saltitante e muita boa disposição
como sempre.
Vítor Pinto
Um novo som animado, foi solto do cd. Nuno Prata e Nicolas Tricot, criavam uma nova sensação por estes lados.
Para al ém da melodia viciante, espantoso era vê-los tocar ao vivo. Baixo e bateria. Só e apenas isso. Espantoso!
Mas queríamos mais! Queríamos conhecer profundamente as criações daquele que em tempos foi baixista dos extintos
Ornatos Violeta, ou seja, era o elemento menos excêntrico da banda, o que menos dava nas vistas.
A surpresa foi, portanto, maior.
Lá dentro, 19 temas apresentados todos na língua de Camões, onde vem incluído os já conhecidos temas no
trabalho anterior, alguns que já haviam sido apresentados ao vivo, e os restantes temas, enchem-nos os
ouvidos e a alma com este som tão característico, tão bem conseguido. Uma luz um ar, um sentimento novo
no dito “folk” nacional. Nuno Prata é único! E para que não bastasse tamanha criatividade, a produção tamb ém
ficou a seu cargo, juntamente com Tricot.
Enfim, uma mão cheia, aliás, duas mãos cheias de verdadeiras canções, no formato cheio da palavra. De
destacar ainda, “Alegremente Cantando e Rindo Vamos”, Nuno Prata junta os companheiros de luta, Kinorm,
Peixe, Manuel Cruz, Edu, Filipe, Ruça, Andr é e Pepe, onde demonstram a alegria e simplicidade de apadrinhar
um disco de valor superior. Um disco para não ficar esquecido nas prateleiras, o que é quase impossível de se
esquecer, devido ao formato da embalagem, de difícil armazenagem. Ainda bem!

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